martes, 31 de enero de 2012

FALANDO CON ONDJAKI

Angola - Cultura e desportos      copiado do diário Liberdade...ONDJAKI
Terça, 31 Janeiro 2012 14:08
PGL - [Carlos Quiroga] Prosador e poeta, com aventuras de artista plástico e de cineasta, está traduzido para várias línguas (francês, espanhol, italiano, alemão, inglês, sérvio, sueco) e já recebeu alguns prémios (Sagrada Esperança, António Paulouro, finalista Telecom, Grinzane).
Os da minha rua (2007), que agora apresenta Biblos, foi distinguido precisamente em Portugal com o APE de Conto.
O uso delicado da língua portuguesa que Ondjaki pratica, liberado patentemente na sua poesia (Actu Sanguíneu, 2000; Há prendisajens com o xão, 2002; Materiais para confecção de um espanador de tristezas, 2009), é capaz de manter com intensidade o apelo prolongado como contador de estórias. Os romances (Bom Dia Camaradas, 2001; O Assobiador, 2002; Quantas Madrugadas Tem a Noite, 2004; AvóDezanove e o segredo do soviético, 2008) e os outros contos (Momentos de Aqui, 2001; E se amanhã o medo, 2005) ligam-se não só por esse trabalho na matéria verbal, mas também pela matéria narrativa e o mundo contado.
Todo um universo relacionado que levanta um autor já com uma voz reconhecível, atingida com rapidez admirável. Porque alcançar uma dessas vozes costuma demorar na carreira de um escritor. O seu estilo abre portas diretas ao sentimento, algo bem imediato quando o destinatário da narrativa é um aparente público infantil (Ynari: a menina das cinco tranças, 2004; O leão e o coelho saltitão, 2008). Mas até nestes emprendimentos há sempre um trabalho de escrita por trás. E é sempre um deleite degustar os resultados. De escrita falamos brevemente com Ndalu de Almeida (Luanda, 1977), mais conhecido por Ondjaki. Um talento angolano.


O escritor angolano estará vários dias na Galiza
–Até que ponto se transfigura uma memória concreta em Os da minha rua?
Quase tudo nesse livro é verdade... A partir das memórias verdadeiras, o que faço é buscar um olhar de ternura para chegar a episódios literários. São memórias concretas e fragmentadas que dão um conjunto cronológico a esse livrinho. Ele faz parte dessa trilogia sobre a minha infância em Luanda (juntamente com "bom dia camaradas" e "avóDezanove e o segredo do soviético"). Talvez ainda tenha que escrever mais um livro sobre esse período...
–A pátria da infância é território predileto da literatura e também deste livro –e ainda doutros da tua autoria. Em ti, mais do que estratégia narrativa, é uma necessidade emocional?
É um misto de necessidade emocional com necessidade literária. É um material que está aqui (dentro), disponível e armadilhado, afetivamente, para ser levado aos livros. Então é só ir buscá-lo, saber moldá-lo ao sabor da estória que vou contar. Sem dúvida que é um vasto território, às vezes perigoso, às vezes enganoso porque pensamos que conhecemos muito bem a nossa infância, e isso nem sempre é verdade. É preciso entrar lá com um espírito cuidadoso de quem é um convidado. Eu convido-me para lá estar, por algumas horas ou momentos, e volto ao presente com algumas estórias. Mas respeitando sempre esse delicado universo.
–Os professores cubanos e as estórias da revolução deram mais concretamente um Bom dia, camaradas, e creio teres dito que ainda podem dar mais obra. Pensas revisitar o assunto?
Penso sempre revisitar a infância. É um lugar de não fronteiras, de territórios abstratos e vastos. É a combinação dessas memórias que me fascina, que me dá vontade de escrever outras estórias. Às vezes fico restrito ao universo das minhas memórias, e dos meus afetos, às vezes misturo com as vidas e os passados dos outros. É bem possível que haja mais um livro sobre essas infâncias luandenses...
–A ensonhação mágica de raiz africana, bem patente por exemplo em O Assobiador, vai à tona com alguma continência noutros livros. Tens consciência dessa inclinação onírica, seja na vertente temática ou ainda na verbal?
O "Assobiador" é um livro que me aconteceu sem eu ter pensado muito nele... Foi quase uma surpresa que fui deixando acontecer. Acho que essa inclinação onírica ela está dentro, ela está na minha linguagem, nos meus objetivos literários. Mas eu só quero é, de vez em quando, escrever uma boa estória. Com os materiais que estiverem ao meu alcance, tentando melhorar a cada livro, claro. Nos últimos anos tenho estado mais preso a Luanda, e a universos ficcionais quase realistas... será uma pena? Talvez... Mas talvez seja um caminho, talvez necessário passar por isso para voltar aos contos e às estórias mais abstratas, mais próximas dessas inclinações oníricas... a ver vamos...
–Estudar seis meses cinema em Nova Iorque, filmar o documentário com Kiluanje Liberdade, trabalhar no Brasil com o Tabajara Ruas..., são muitos indícios de um outro rumo possível. A dedicação ao cinema continua estando ao lado? Pode acabar substituindo a dedicação à escrita?
Não, acho que não. Não sei quase nada de cinema, e fiz o documentário porque queria mesmo dizer algumas coisas sobre Luanda, naquele formato. Formato de escutar as pessoas de Luanda a falarem sobre a sua cidade e sobre as suas vidas. Não atrapalha. Vai complementando. Volto à escrita munido de outras experiências, além de que, eventualmente, filmar é um vício. Gosto de filmar. Gosto de observar o mundo e as pessoas pela lente de uma câmara... Mas não sei onde é que isso me vai levar. Mas estou aberto.
–Moras atualmente, e desde há algum tempo, no Rio. É uma escolha ocasional ou tem fundamentos de perdurabilidade?
Ah, não sei... Realmente não sei. Neste momento parece-me coisa de durar. Ter aqui uma casa, estar com pessoas daqui, do Rio, é já uma realidade. Mas sem perder o contacto com as outras pontas da nossa língua portuguesa, vou muito a Angola, procuro estar atento, escrevo para jornais angolanos, gosto de ouvir as estórias... Vir morar para o Rio não foi escolha ocasional, foi algo que resultou de escolhas pessoais. São novas aprendizagens...
–Apesar da vida movimentada e até cosmopolita, a tua escrita continua ligada a uma identidade angolana. Achas que isso pode mudar com o distanciamento geográfico?
Espero que não. Mas não é em relação à identidade angolana que me preocupo. Tenho mesmo é da linguagem, é de vir a ser afetado no meu modo de pensar literário, ou no meu modo criativo de escrever. A língua portuguesa falada e escrita no Brasil tem uma força muito grande sobre os outros falantes desta nossa língua, e é disso que tenho medo. Das influências inconscientes... Mas, repito, estou aberto. Se tiver que ser influenciado, muito bem, que receba e trabalhe com boas influências... Afinal nem a Língua nem as pessoas são entidades estanques, de pedra. Somos todos humanos, até a língua. Com os seus ritmos próprios e os seus sangues, mas também o que nos chega dos outros e das suas culturas...
–Esse mesmo amplo conhecimento do mundo dá-te também uma perspetiva rica acerca da unidade e diversidade da Língua Portuguesa. Tendo estado várias vezes na Galiza, e até tendo-nos dedicado palavras no JL, como vês agora e desde essa experiência "o caso galego"?
Olha, o que se chama "o caso galego" vejo com grande preocupação. Sempre estive na Galiza pelas mãos e pelos olhos de pessoas que prestam muita atenção à questão cultural e linguística da Galiza. Isso foi-me alertando para as vossas questões, para as vossas dúvidas e buscas. E o que me entristece é que, do ponto de vista institucional, quer vosso, quer das instituições de Língua Portuguesa, o "caso galego" existe muito pouco. Acho que a verdade é essa. Esta temática cultural da Galiza tem de ser mais discutida, continuamente problematizada, e deve contar, pelo menos, com a solidariedade de outros membros da Comunidade de Língua Portuguesa. Portanto, sim, urge que haja mais debate, mais pressão, para que se fale, para que se discuta, para que os outros saibam das vossas questões.
Ninguém sabe, em Angola, o que se passa culturalmente com a Galiza. Nem no Brasil. E em Portugal, muitos poucos também têm consciência disso. É preciso divulgar, debater, construir polos de opinião. E aí, se vocês o desejarem, trazer essas vozes ao vosso debate. Penso ainda que há muito "ruído", muitas vozes, mas uma ausência de propostas concretas, e de alternativas concretas. Quando isso acontece, vence quem está sentado no poder. E assim vai o mundo. É por isso que todos os dias sonho com a palavra "debate". Para falarmos. Para inventarmos novos modos de falar sobre as mesmas coisas. Para que no nossos presente, cada um de nós contribua para o surgimento de novos formatos culturais. É que ainda que os políticos se esqueçam, a cultura é feita de pessoas. Infelizmente, nem sempre "com" as pessoas

domingo, 29 de enero de 2012

YO SOY EL HOMBRE QUE LANZÓ UN ZAPATO A BUSH,

YO SOY EL HOMBRE QUE LANZÓ UN ZAPATO A BUSH,
el hombre que no puede evitar su destino.
Yo soy los niños sin cabeza, los de un ojo en la frente,
los de escamas en el cuerpo
a causa del uranio empobrecido.

Yo no soy Vargas Llosa
justificando la invasión en Diario de Irak,
soy el Museo de Bagdad y la desolación de las vitrinas rotas,
las máscaras rituales, los tocados reales, los recipientes de oro
que llegaron a vuestros museos ¡milagrosamente!
Yo soy los niños con bolas de billar en los ojos
que les sobran sonrisas pero les faltan dientes.
Soy la sangre por las calles de Faluya, de Tikrit, de Mosul,
de Baquba, de Kirkuk, de Kerbala…
Los gritos de un mundo de aflicción,
quizás no merecíamos existir,
venid a ver.

Yo soy el hombre de las lágrimas secas,
soy Muntazer al-Zaidi,
el que cuelga en su apartamento
una foto del Che,
el que cumple quince años de cárcel.

Soy el azufre de antes de la lluvia,
soy uno de los ochenta mil de Abu Grhaib,
desnudos, cabezas de bolsa de cartón,
defecan sobre nosotros y nos aplican
electricidad en ano y genitales.

Yo soy la tristeza de la desobediencia,
en ese zapato iba la rabia del Planeta,
los niños harapientos con más huesos que carne,
yo soy el relámpago que brinca desde Asia.

-¡Este es el beso de despedida del pueblo iraquí,
perro!-, le grité una mañana
en la rueda de prensa
un 15 de diciembre de 2008.

Yo soy la primera guitarra conocida en el mundo,
el texto original del Poema de Gilgamesh,
la biblioteca de Asurbanipal en mármol esculpido,
las tablillas con los primeros escritos del hombre…
Me quedé corto, os hubiese lanzado
todas las armas de destrucción más IVA
que esgrimisteis como razón para invadir
mi hogar.

Este es el zapato más aciago del mundo,
este es el zapato del Nuevo Amanecer.

Yo soy un millón de gotas que murieron de sed,
un millón de iraquíes.

La noche 351. Ángel Petisme. Ed. Hiperión. 2011

domingo, 15 de enero de 2012

antonin artaud, el poeta negro

Poemas en francés

Poète noir
Antonin Artaud (1896-1948)

Poète noir, un sein de pucelle te hante,
Poète aigri,
La vie bout et la ville brûle
Et le ciel se résorbe en pluie;
Ta plume gratte au cour de la vie.

Forêt, forêt, des yeux fourmillent
Sur les pignons multipliés;
Cheveux d'orage, les poètes
Enfourchent des chevaux, des chiens.

Les yeux ragent, les langues tournent
Le ciel afflue dans les narines
Comme un lait nourricier et bleu,
Je suis suspendu à vos bouches
Femmes, cours de vinaigre durs.


Poeta negro

Poeta negro, un seno de doncella
te obsesiona
poeta amargo, la vida bulle
y la ciudad arde,
y el cielo se resuelve en lluvia,
y tu pluma araña el corazón de la vida.

Selva, selva, hormiguean ojos
en los pináculos multiplicados;
cabellera de tormenta, los poetas
montan sobre caballos, perros.

Los ojos se enfurecen, las lenguas giran
el cielo afluye las narices
como azul leche nutricia;
estoy pendiente de vuestras bocas
mujeres, duros corazones de vinagre.

viernes, 13 de enero de 2012

POETAS A MESA, (TEATRO ENSAIO)

Poesia |Trás-os-Montes| Bocados de alheira das terras de Miranda| Actores| Migas de grelos,|tintol”da região| Adriano/ Zeca| Amigos| 3,5 “ajas” para as despesas| 21h 30m| 27 de Janeiro| 6ª Feira| sede da AJA norte - Rua do Bonjardim, 635,1º, Traseiras| Porto
Apareçam…e como a sala é pequenita ( 20/25 pessoas) INSCREVAM-SE!

o Teatroensaio e a AJA Norte apresentam
Poetas à Mesa
Dia 27 de Janeiro, pelas 21h30
O TEatroensaio apresentará uma sessão de poesia com poemas de autores transmontanos, que a AJA acompanhará com petiscos da região.
 Por favor reserve o seu lugar através do tlm: 918626345 ou do mail: teatroensaio@gmail.com
(lotação máxima: 20 lugares)
 A cada dois meses será apresentada uma nova região.
Este evento insere-se no Programa dos "Amigos Maiores que o Pensamento"
Blog: http://amigosmaioresqueopensamento.wordpress.com/
Associação José Afonso ( núcleo do norte)



lunes, 9 de enero de 2012

zoopat: T. S. Eliot - La travesía de los Reyes Magos (Trad...

zoopat: T. S. Eliot - La travesía de los Reyes Magos (Trad...: Pasamos mucho frío en el camino, la época del año más difícil para emprender un viaje, y más uno tan largo: los caminos cubiertos de nieve,...

T. S. Eliot - La travesía de los Reyes Magos (Trad. Zaidenwerg)

6 de enero de 2012




Pasamos mucho frío en el camino,
la época del año más difícil
para emprender un viaje, y más uno tan largo:
los caminos cubiertos de nieve, el tiempo gélido,
el momento más crudo del invierno”.
Los camellos estaban irritados, con las patas deshechas;
se negaban a andar, echándose en la nieve
que empezaba a fundirse. A veces extrañábamos
nuestros palacios de verano en las laderas, las terrazas
y las muchachas suaves como seda que nos traían sorbetes.
Después los camelleros comenzaron a gruñir y a quejarse,
y a irse, y a exigir su alcohol y sus mujeres;
y luego no podíamos mantener las fogatas encendidas de noche,
faltaban los refugios en donde cobijarse,
y las ciudades eran hostiles y los pueblos poco hospitalarios,
y las aldeas sucias y los precios
que nos pedían en ellas muy exagerados:
pasamos una dura travesía.
Al final, preferíamos viajar toda la noche,
durmiendo a ratos, mientras al oído
nos cantaban las voces que decían
que todo aquello era una locura.

Luego, al alba, bajamos hasta un valle templado,
húmedo, por debajo de la línea de nieve, donde ya se sentía
el olor de los árboles, y había un arroyuelo y un molino
que agitaba las aspas cortando la tiniebla,
y contra el cielo bajo había tres árboles.
Y vimos a un caballo blanco, viejo,
alejarse al galope por el prado.
Después llegamos hasta una taberna
que tenía unas hojas de parra en el dintel;
junto a la puerta abierta, seis manos suplicantes
hacían tintinear moneditas de plata,
al tiempo que unos pies daban patadas a los odres vacíos.
Pero nadie nos supo brindar información, así que continuamos
hasta llegar, de noche –y ni un momento antes–,
al lugar indicado; se podría decir que era satisfactorio.

Todo esto fue hace mucho tiempo, según recuerdo,
y lo haría otra vez, pero quiero dejar esto asentado:
¿nos embarcamos en tamaña travesía para ver
un Nacimiento o una Muerte? Hubo
un Nacimiento, sí. Tuvimos prueba de ello
y no quedaron dudas. Yo había visto antes
nacimientos y muertes, pero entonces
me habían parecido diferentes;
para nosotros este Nacimiento
fue como una agonía amarga y dolorosa,
como la Muerte, nuestra muerte. Luego
marchamos de regreso a estos Reinos, nuestras tierras,
pero nunca volvimos a sentirnos
a gusto con el orden de las cosas,
entre una gente extraña aferrada a sus dioses.
Me sentiría dichoso de encontrar otra muerte.



Versión de Ezequiel Zaidenwerg


Read more: http://patriciadamiano.blogspot.com/#ixzz1j0dNUBSB

lunes, 12 de diciembre de 2011

nomadas, de dosnde encendemos la lumbre


Nomadas, con todas las lenguas en la lengua, son nuestras banderas de humo, con el hogar  allá donde enciendes la lumbre...
Adoro las fronteras, los rios que nos multiplican, orillas que nos pueblan, montañas, altavoces de nuestros cantos, adoro los idiomas de las piedras, el codigo de los anfibios, el lenguaje de las nubes, los rituales de las estaciones, sus bailes de disfraces, nuestra polifonia, las bandadas de tantanes...
odio las aduanas, su  maldita rabia, sus procaces interrogatorios, sus malditas radiografias, su genetica patologia, su amor insano a palpar el alma, su escombrera de adioses muertos, su papeleo inmundo, su insultante monologo, su criminal mercadillo, su mercantil aprecio, sus basculas para pesar al otro, sus detectores asquerosos del miedo, odio las aduanas, los pasos fronterizos artillados hasta los dientes...
adoro las fronteras que me hacen negro, indio, afgano, amarillo, arabe, collita o aborigen...que me hacen ser todo lo que odia el que siembra el miedo.

Nomadas, con todas as linguas na lingua, son a nosa bandeira de fume, co fogar alá onde acendes a lumbre...
Adoro as fronteiras, os rios que nos multiplican, beiras que nos poboan, montañas, altofalantes dos nosos cantos, adoro os idiomas das pedras, o codigo dos anfibios, a linguaxe das nubes, os rituais das estacións, os seus bailes de disfraces, a nosa polifonia, as bandadas de tantanes...
odio as aduanas, a súa maldita rabia, as súas procaces interrogatorios, as súas malditas radiografias, a súa genetica patologia, o seu amor insano a palpar a alma, o seu vertedoiro de adeuses mortos, o seu papelorio inmundo, o seu insultante monologo, o seu criminal mercadillo, o seu mercantil aprecio, os seus basculas para pesar ao outro, os seus detectores asquerosos do medo, odio as aduanas, os pasos fronteirizos artillados ata os dentes...
adoro as fronteiras que me fan negro, indio, afgán, amarelo, arabe, collita ou aborixe...que me fan ser todo o que odia o que sementa o medo.

jueves, 8 de diciembre de 2011

los amigos de ARICA

COMO COLABORAR EN REVISTA CINOSARGO

Por ende la herejía como la concibe Adorno en torno al ensayo, nos cae como anillo, “el ensayo se yergue contra la doctrina, arraigada desde Platón, según la cual lo cambiante, lo efímero, es indigno de la filosofía; se yergue contra esa vieja injusticia hecha a lo perecedero". La única tradición que reconocemos es la de obras y autores que destacan por emprender proyectos que entendemos como dice Bolaño en 2666 “las grandes obras, imperfectas, torrenciales, las que abren camino en lo desconocido. (…) combates de verdad, en donde los grandes maestros luchan contra aquello, ese aquello que nos atemoriza a todos, ese aquello que acoquina y encacha, y hay sangre y heridas mortales y fetidez".